terça-feira, 8 de julho de 2014

End of Chapter One

Existem muitas divergencias do que é um hotrod, para alguns pode ser colocar rodas de liga em um gol quadrado com toda a mecanica e lataria comprometidos, para outros pintar um carro classico de amarelo ovo ou ainda colocar um turbo num carro 1.0 ... de fato o termo hotrod se refere originalmente (segundo a Wikipedia) ao movimento popular pré surgimento dos muscle cars onde carros "velhos" eram aliviados de seu peso e equipados com motores fora do comum e ajustados exaustivamente para competições entre seus entusiastas.
Hoje pode-se distinguir dois movimentos internacionais derivados desses tempos, os Hotrods atuais reconstroem carros melhorados empregando peças originais da época e os Streetrods que modernizam um carro antigo para que o mesmo seja aproveitado ao máximo. Para quem conhece meu outro blog, fica claro que meu chevette é um Streetrod, sua ideia final é ser um carro com a cara de 1976 mas com confiabilidade, segurança, economia e ecologia de um carro atual. 
Minha Chevrolet Brasil no entanto tentou manter sua posição como um Hotrod, no entanto, quando você sai para dar uma volta, descobre que o carburador está afogando e você desiste dele de uma vez por todas, passa a ser justo esperar que os deuses dos motores perdoem a colocção de uma injeção eletrônica nela. Pelo menos ainda não é o motor final, esse vai ficar nela apenas até o definitivo estar pronto, não percam o teaser trailer no final do capítulo.
Só para deixar claro, não acredito em mudar muita coisa do design original de um carro antigo, as cores, as rodas, os cromos e os retrovisores tem todos uma razão e se você não os compreende, não mude pois algum passou anos pensando neles e não vai ser alguém em 5 minutos comprando retrovisores de D20 1992 que vai melhorar o desenho dele. Então, confiem em mim, nada de carros monocromáticos com cores "esportivas" tipo amarela, nada de rodas cromadas com desenhos fora da época, corte de molas então, é coisa de idiota (de que adianta estragar mais uma suspensão que originalmenten já é perigosa!) assim como som alto mal dimensionado (é impressionante como alguém consegue montar um som de carro ruim só para fazer barulho e atormentar a vizinhança!). Atenha-se a aumentar a segurança do carro e a destacar o que já é bonito, capriche na pintura e nos acabamentos.


Desde a ultima postagem, pintamos, montamos, desmontamos, montamos novamente e empurramos 2,5 toneladas de metal antigo por centenas de metros. Algumas coisas ficaram excelentes, outras ficaram ruins e ainda vão ser ajustadas, mas no geral, ela já é usavel e já existem boatos sobre uma 4º pickup antiga na cidade (existe uma verde porpurina, uma amarela e uma branca).
Dizem que o humilde é aquele que quer ser elogiado duas vezes, então já admito, ficou muito boa mesmo, podem ficar com inveja ou fazer uma para vocês!

 Pintei os paralamas traseiros. Não se deixe enganar pelo brilho, a tinta tem aditivo fosco para manter o tema de carro antigo conservado. Embora o trabalho do pessoal que os fabricou seja muito bom, a textura do fundo era muito inadequada, então gastei algumas horas de lixamento para garantir a aparencia final.

 Aqui já está montada a caçamba. Não tentem montar no lugar, é impossível faze-lo sem transtorno. Montando fora é só carregar em 2 ou 3 e colocar no lugar.
Viu só, molezinha.

Enquanto isso trabalhei também nos emblemas.

Tudo pintado a mão, claro, e com tinta misturada no potinho feito de fundo de garrafa de coca cola.

Consegui uma borracha de acabamento que encaixa em tudo, o emblema ficou assim. É melhor para evitar danos para a pintura e para o emblema.

Soldagem de Emblemas!

Dizem que não se pode soldar emblemas de carros antigos pois seu metal não aceita solda. Isso é verdade, mas nada que uma boa trapaça não resolva. O metal aceita solda sim, mas sua condutividade térmica é tão alta e seu ponto de fusão tão baixo que qualquer tentativa leva a destruição da peça. O segredo (trapaça) para soldar emblemas é fundi-los novamente! Siga os seguintes passos:
  Limpe bem as partes quebradas em suas areas de contato, limpe e retire material se necessário. Encape uma tábua com algum material plástico e "equilibre" as partes formando a peça inteira como na foto. Se precisar, fure a tábua para passar os parafusos de fixação e garanta que a peça está bem encostada nela, nem que tenha que tampar frestas com vaselina.

Faça uma caixa e coloque sobre a peça como na foto. Verifique se está bem vedada e coloque gesso até cobrir a peça em pelo menos 2cm. Deixe o gesso secar. Quando estiver bem seco, vire a caixa e tire a primeira tábua que estava sob a peça, mas deixe a peça no lugar. Pronto, você tem um molde impedindo que a peça se deforme durante a soldagem. Como o cromo está protegido e sua temperatura de fusão é muito alta, ele vai ficar intácto após a solda! Use o maçarico (desculpe esquecer de tirar foto, me empolguei com o sucesso!) e se tiver disponível, use pedaços de outros emblemas como metal de adição.

Quando estiver satisfeito com a solda, quebre o gesso e limpe os resíduos do emblema.

Olha só que bonito! Não esqueça de dar uma limada e lixada para não arranhar a pintura do seu carro!

Se tiver algum suporte quebrado, regule sua (ou do seu melhor amigo ou de um conhecido) furadeira de bancada para quase atravessar a peça e faça um furo e passe um macho. Quanto mais fino melhor pois você consegue mais fios de rosca efetivos sem bater no fundo. Veja como ficou o meu.

Enquanto isso, a caçamba ficou assim. Falta somente aquele V de ponta cabeça que vai no paralamas, mas isso é simples de fazer e tenho outras prioridades no momento.

Finalmente consegui fazer todos os instrumentos funcionarem. O de combustível em não tenho certeza se está 100% calibrado pois não completei o tanque e fiquei com preguiça de abrir a boia e testar na mão. O velocimetro está bem coerente com a impressão da velocidade, mas ainda vou aferir no GPS.

 Dia "frio", janelas quase todas montadas, situação perfeita para um gato que perdeu seus óculos de quartzo rubi (segundo meu primo) usufruir dos confortos proporcionados por um banco inteiriço.

Esse é o isolamento térmico e acústico que estou instalando, faltou no teto apenas. É muito legal de instalar, ele se conforme bem e depois de colado, não sai mesmo. Esse prata não vai ficar assim, ela ainda vai para o tapeceiro fazer os tapetes e um bonito banco branco e vermelho.

 Consegui uma calotas dos modelos dos anos 50. Ainda não decidi se vou usar, mas já trabalhei um pouco no polimento. Veja como uma delas era acima e como ficou. Inox é complicado de deixar espelhado, ainda não estou satisfeito com o resultado.

Esse foi o firsth flight dela depois do restauro. Como era noite aproveitamos para regular os farois então ela saiu sem os acabamentos mas já voltou lendária, mesmo não abrindo as portas por dentro e ainda estar complicado para abrir o bocal do tanque que estava fixado de maneira não favoravel.

Esse é o TBI que usei para injetar. Coloquei um controlador ASPRO da HardwareCar. Ele é muito simples de instalar e parece que funciona meio por mágica. O ponto foi mole de fazer a curva pela especificação do distribuidor original e com o scanner está sendo moleza de calibrar a injeção "on the flight". Detalhe, o motor pegou de primeira sem ter acertado as curvas!

Vista do cofre com o motor temporário. O radiador polido ficou bonitão, pena que o vazamento de água pela tampa enfeiou um pouco.

Esse é o interior como ficou, falta só montar o porta luvas que vai esconder o radio (simples, sem CD ou DVD, apenas cartão de memória e 50W RMS 4 canais) e mandar para tapeçaria. Atenção para as hastes brancas dos pedais, nunca vi de outra cor que não pretas.
Durante muito tempo cogitei o que daria uma boa bola de câmbio: Aranhas em resina? Siri em resina? Bola 8 de bilhar? Dado gigante? Caveira? Uma mão virada para cima? Nada disso me parecia fazer sentido. Todos são simbolos de algo que não faço parte.

Resolvi utilizar um dos maiores simbolos da geração dos video games, o pacman. A foto não faz jus a tranqueira legal que ficou, usei a tinta de cromar em durepox, ficou ridículo mas é melhor que um siri na resina. Vou fazer uma versão mais trabalhada quando for instalar o motor final.

Então aqui estamos.

Fim do Capítulo 1















Capítulo 2

domingo, 4 de maio de 2014

Long time ago

Já fazem alguns meses que não posto o progresso da brasil, mas não se deixem enganar, ela está bem avançada. Encontrei mais gambiarras nos paralamas, trincas, frestas recheadas de massa, etc e resolvi soldar e pintar tudo de novo. O motor já está perfeito, inclusive com distribuidor digital (programável) e com bomba de gasolina elétrica (faz mais barulho que o motor!). A parte elétrica está praticamente na fase de "polimento", só falta fazer as setas funcionarem (acredito que está relacionado com a baixa corrente das lampadas de led utilizadas, que não consegue acionar o rele), até o esguicho do vidro funciona perfeito!
 Lembram da primeira trinca que encontrei no paralamas? Aqui já está soldada e com o fundo.

Embora já tivesse colocado os vidros das vigias, faltava colocar o espaguete que vai dentro das borrachas. Muitas pessoas colocam esse espaguete por fora por ser mais facil, mas o correto é por dentro. 

Acreditem, é praticamente impossivel colocar a borracha sem uma ferramenta especial, passamos dias tentando e simplesmente não dava certo. Meu sogro conversou com um compadre dele que trabalhava com essas coisas no passado e ele mostrou o segredo.

 Essa é a ferramenta mágica, um arame duro dobrado nesse formato. O espaguete vai por dentro e o arame mantem a borracha do vidro aberta para ele entrar. Você mantem bem lubrificado com água e sabão e vai empurrando a ferramenta. Esse é o segredo para instalação dos vidros traseiros da chevrolet brasil.

 Quando foi instalado o bigode, "acidentalmente" o "funileiro" esqueceu de instalar os suportes, já que os mesmos dão um pouco de trabalho para instalar. Quem precisar, essa é a posição errada, esse suporte é do outro lado.

 Vejam as regiões com fundo. Os dois superiores eram frestas "recheadas" de massa, removi tudo e pasmem, para fechar a fresta bastou colocar os parafusos que foram "esquecidos" e apertar, o alinhamento do capô ficou perfeito assim. O risco abaixo tinha uma trinca de 20cm paralela a fresta original, escondida na massa. Esse é meu sogro orgulhoso da ajuda que está me dando.

 O calor aqui ficou feio esses dias, toda hora eu estava com a camiseta molhada de suor e todo trabalho que envolvia tinta tinha que ser feito depois de limpar bem o lugar e colocar luvas de borracha para evitar contaminações.

Comprei as borrachas das ventarolas. O acabamento delas é sofrivel e elas são iguais para os dois lados. Tem que dar uma trabalhada com estilete para poder usar, não é plug and play.

 Vejam só as rebarbas, estilete nelas.

 Embora os vidros das portas sejam planos, os da minha são originais GM! Para quem precisar, a canaleta que vai colada no vidro que o liga na máquina de vidro é idêntica a da C10.

 Vidro e quebra vento instalados, falta a outra porta. Pensei muito em tirar o quebra vento como muitos fazem, mas fiquei com dó, quebra vento é inútil mas muito legal.

 Lembram que a grade tinha sido jateada e era de alumínio? Então, resolvi o problema. Cromar alumínio não fica bom e não é durável e o jato acabou com a possibilidade de polir. No passado experimentei algumas tintas que prometiam efeito cromado e nunca ficava bom, mas pensei, pior não fica. Então, avaliem o resultado, ficou perfeito!

 Foi essa tinta que usei, tem o contato do pessoal da Chromenox para quem se interessar.

 Voltando a frente. Cansei de achar mancadas e zerei os paralamas, alisei direito e passei fundo novamente para nivelar.

 Enquanto isso montei o painel elétrico, já com o módulo de injeção eletrônica. Sou meio paranóico em relação a fusiveis e reles então o painel está bem servido e bem distribuido.

 Ficou bonito? Essa é a primeira mão ainda.

 Aproveitando, as rodas já estão com o fosfatizante e fundo de alto sólidos. Precisei reconstruir os furos de duas, mas nada que uma TIG não resolvesse fácil.

 Rodas pintadas da cor da cabine, branco polar.

 Pneus. Não consegui me conformar em usar lonados, comprei Fortera 215 80 muito bonitos e com bom preço.

 Segunda mão. Sentiu a diferença?

 Paralamas e rodas no lugar.

 Outra vista dela agora com parachoques.

 E agora o bigode. Embora essa foto seja mais para mostrar o inicio da montagem da fiação elétrica.

Fios para todo lado. 

 Chegou a caçamba nova que comprei da Stepside. A embalagem quebrou no transporte mas não danificou nada, felizmente.

 Veio com a modificação para o bocal do tanque no paralamas! Excelente.

 É pesada demais para montar sozinho, então ficou para depois.

 Todos os conectores com solda e espaguete termo-retrátil.

 Fiquei com dó de furar o assoalho original para passar a alavanca do câmbio pois pretendo colocar outro num futuro próximo, então fiz uma replica de fibra de vidro.

Aqui esse assoalho já está no lugar pois ficavam caindo fios e conectores no buraco.

 Vai muito fio num carro desses, quando se emprega algumas melhorias, como por exemplo a injeção eletrônica e até o esguicho elétrico.

 Aí está o painel em seu lugar. Essa caixa preta na esquerda é o ar condicionado. O rele marrom (unico diferente) é o de seta.

 Caçamba montada e quase no lugar. Os reforços que usamos no parachoque geraram alguma interferência, mas de qualquer maneira, tenho que pintar.

A unica maneira de instalar o paralamas com "conforto" é nessa posição. 

Foto recente já com as lanternas e um dos faróis. Hoje já colocamos o outro e o dosador de combustível para a bomba elétrica, mas não fotografei por falta de luz.